terça-feira, 10 de novembro de 2009

Caso Uniban: Geisy

Interessante como o caso teve tamanha repercussão! Até parece que todos realmente se preocupam com tais questões. Sendo assim acho interessante comentar um pouco a respeito. O caso me fez pensar o quão medíocre são as pessoas, nesse caso especificamente, os 'universiotários' da Uniban! Onde e quando pode-se fazer uso do direito garantido por lei? Constituição Federal, Art. 5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. Obviamente os estudantes dessa universidade não se prestam a entender que TODOS tem direito à liberdade. É possível pensarmos a questão sobre várias perspectivas, no entanto julgo importante pensar até que ponto a sociedade tem evoluido. Pois é, se comportamentos assim partem de universitários que, teoricamente, são formadores de opnião, realmente não vamos p'ra lugar algum. Inclusive, talvez estejamos voltando no tempo em que as pessoas foram queimadas vivas por não compartilharem de ideologias cabíveis em sua época. Porra, se não conseguimos exercer o direito PRIMORDIAL, ESSENCIAL, INDISPENSÁVEL, para que possamos viver e conviver "socialmente", não podemos NADA! O que presenciamos são comportamentos violentos que são bem representados na mídia. Sim, comportamentos estes que buscam perpetuar uma sociedade claramente machista, onde a mulher, os homossexuais e minorias NÃO tem espaço para exercer o direito à vida. Ainda ouvimos falar em sociedade pós-moderna, contemporânea e o diabo! Onde está essa sociedade que verbaliza, porém na prática prega o contrário: ela pode se manifestar da forma que lhe convém, desde que faça isso às escuras; bem como, ele pode ser gay, desde que não manifeste publicamente, ou, não tenho nada contra, desde que não me chege perto. Isso é liberdade de expressão? Dessa forma penso que seja realmente preciso ESCANDALIZAR para ser ouvido. Sim, acho que é preciso mais que movimentos sociais, é preciso barulho; pois já que "as pessoas" não escutam por bem, é preciso fazer com que elas escutem forçosamente. Que situação deplorável, vergonhosa. Nem é preciso dizer que parte de tudo, senão tudo, deve-se ao fato da mídia desse país cultuar um padrão estético de beleza voltado EXCLUSIVAMENTE p'ra mulher branca, magra, alta. Se a estudante em questão tivesse essas caractérísticas, teria saído escoltada da universidade por estar vestida da forma que estava? O que assistimos na Tv então não é vulgar? Realmente, às vezes me assusto com o relativismo presente hoje. Essa "subjetividade coletiva" tem me assustado de forma assombrosa, se isso ainda for possível!

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